Fatores que impulsionaram grandes flutuações espaciais e temporais nas taxas de mortalidade por COVID-19 em hospitais brasileiros

Publicado em: 13/10/2021 18:28:21

Imperial College London: https://www.imperial.ac.uk/mrc-global-infectious-disease-analysis/covid-19/report-46-brazil/


Fatores que impulsionaram grandes flutuações espaciais e temporais nas taxas de mortalidade por COVID-19 em hospitais brasileiros

Data:6 de outubro de 2021

Autores: Andrea Brizzi, Charles Whittaker, Luciana MS Servo, Iwona Hawryluk, Carlos A. Prete Jr, William M. de Souza, Renato S. Aguiar, Leonardo JT Araujo, Leonardo S. Bastos, Alexandra Blenkinsop, Lewis F. Buss, Darlan Candido, Marcia C. Castro, Silvia F. Costa, Julio Croda, Andreza de Souza Santos, Christopher Dye, Seth Flaxman, Paula LC Fonseca, Victor EV Geddes, Bernardo Gutierrez, Philippe Lemey, Anna S. Levin, JT McCrone, Thomas Mellan , Diego M. Bonfim, Xenia Miscouridou, Swapnil Mishra, Mélodie Monod, Filipe RR Moreira, Bruce Nelson, Rafael HM Pereira, Otavio Ranzani, Ricardo P. Schnekenberg, Elizaveta Semenova, Raphael Sonnabend, Renan P. Souza, Xiaoyue Xi, Ester C. Sabino, Nuno R. Faria, Samir Bhatt,  Oliver Ratmann.

 

 

Resumo

A variante Gama SARS-CoV-2 se espalhou rapidamente pelo Brasil, causando infecção substancial e ondas de morte. Usamos registros de pacientes em nível individual após a hospitalização com suspeita de COVID-19 ou que tenha havido confirmação para documentar os choques extensos nas taxas de mortalidade hospitalar que se seguiram à propagação da variante Gamma em 14 capitais estaduais, e nos quais mais da metade dos pacientes hospitalizados morreram em períodos prolongados. Mostramos que flutuações extensas nas taxas de fatalidade hospitalar da COVID-19 também existiam antes da detecção do Gamma e eram amplamente transitórias após sua detecção, diminuindo com a demanda do hospital. Usando um modelo de taxa de letalidade bayesiana, descobrimos que as flutuações geográficas e temporais nas taxas de letalidade intra-hospitalar COVID-19 do Brasil estão principalmente associadas a desigualdades geográficas e escassez de capacidade de atendimento à saúde. Projetamos que aproximadamente metade das mortes por COVID-19 no Brasil em hospitais poderiam ter sido evitadas sem as desigualdades geográficas pré-pandêmica e sem pressão de saúde pandêmica. Nossos resultados sugerem que investimentos em recursos de saúde, otimização de saúde e preparação para pandemia são essenciais para minimizar a mortalidade e morbidade da população causadas por patógenos altamente transmissíveis e mortais, como SARS-CoV-2, especialmente em países de baixa e média renda.

 

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Fonte: https://www.imperial.ac.uk/mrc-global-infectious-disease-analysis/covid-19/report-46-brazil/